Tour de France: Thor Hushovd jus à camisa 
Thor Hushovd mostra porque é o atual campeão mundial em Lourdes
 
Hushovd saboreia a vitória

O norueguês Thor Hushovd (Garmin-Cervélo) quebrou todo e qualquer prognóstico sobre um sprinter vencer nos estágios de montanha. O campeão mundial desmistificou a lenda que recorre sobre a camisa arco-íris e venceu a 13ª etapa do Tour de France - um percurso de 152 km entre Pau e Lourdes.
O estágio foi marcado por três subidas categorizadas – a última delas o Col d´Aubisque, considerado fora de categoria. Hushovd protagonizou um ataque no início da subida e, pouco a pouco, foi superando ciclistas nos grupos de perseguição a principal fuga do dia, que nesta altura tinha o francês Jeremy Roy (FDJ) isolado e com mais de sete minutos de vantagem sobre o grupo do camisa amarela.
David Moncoutié (Cofidis) também saltou do grupo. O experiente escalador superou Hushovd no topo da montanha e parecia disposto a conectar com Roy.No pelotão, as coisas permaneciam calmas com a Europcar controlando as ações e administrando mais um dia de camisa amarela para Thomas Voeckler.
Escapado, Roy já havia conseguido os pontos suficientes para assumir a camisa de “rei da montanha”, já que Samuel Sanchez (Euskaltel) se manteve no grupo principal ao longo de todo o estágio. O francês parecia ter tudo para ficar com a vitória, mas a história mudou nos últimos 10 km.
Hushovd alcançou Moncoutié e ambos passaram a trabalhar na perseguição a Roy. A vantagem do francês caiu constantemente. No pelotão, Philippe Gilbert (Omega Pharma) também atacou buscando pontos na disputa pela camisa verde e diminuindo a desvantagem na classificação geral. O belga foi acompanhado por Bauke Mollema (Rabobank), que fez parte de um dos grupos separatistas do dia.
A 2 km da meta, Hushovd atacou. Num espaço curto de tempo, deixou Moncoutié e Roy para trás e surpreendeu ao público francês, que aguardava por um triunfo de um de seus representantes. Cansado, Roy não resistiu ao ataque de Moncoutié e se contentou com a terceira posição, ma a frustração ficou clara após o atleta da FDJ desabar em choro depois de cruzar a meta.
Lars Bak, Jerome Pineau, Boasson Hagen cruzaram a meta na sequência, oriundos de uma das fugas intermediárias do dia. O plano de Gilbert, que chegou a ter 1min30s de vantagem sobre o pelotão, não saiu como o esperado. O belga terminou com 50s à frente do grupo – saltando da 12ª para a 9ª posição no geral.
Entre os favoritos nenhum ataque,como já era esperado. Andy e Frank Schleck, Contador, Basso, Evans, Sanchez, Cunego e Voeckler encerraram a etapa no grupo elite e devem intensificar a disputa pelo título na etapa deste sábado, que terá seis subida categorizadas e encerramento em Plateau de Beille.
Acompanhe diariamente a cobertura on-line do Tour de France 2011 no Prólogo, a partir das 10h30.
Classificação etapa1 Thor Hushovd (Nor) Team Garmin-Cervelo 03:47:36
2 David Moncoutie (Fra) Cofidis, Le Credit en ligne 00:00:10
3 Jérémy Roy (Fra) FDJ 00:00:26
4 Lars Bak Ytting (Den) HTC-Highroad 00:05:00
5 Jérôme Pineau (Fra) Cycling Team Quickstep 00:05:02
6 Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky Procycling 00:05:03
7 Vladimir Gusev (Rus) Katusha Equipe 00:05:08
8 Alessandro Petacchi (Ita) Lampre - ISD 00:05:16
9 Maarten Tjallingii (Ned) Rabobank Ciclismo Equipe
10 Philippe Gilbert (Bel) Omega Pharma-Lotto 00:06:48
Classificação geral1 Thomas Voeckler (Fra) Team Europcar 55:49:57
2 Frank Schleck (Lux) Leopard Trek 00:01:49
3 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 00:02:06
4 Andy Schleck (Lux) Leopard Trek 00:02:17
5 Ivan Basso (Ita) Liquigas-Cannondale 00:03:16
6 Damiano Cunego (Ita) Lampre - ISD 00:03:22
7 Alberto Contador Velasco (Spa) Saxo Bank Sungard 00:04:00
8 Samuel Sanchez Gonzalez (Spa) Euskaltel-Euskadi 00:04:11
9 Philippe Gilbert (Bel) Omega Pharma-Lotto 00:04:35
10 Thomas Danielson (EUA) Team Garmin-Cervelo


Por Tadeu Matsunaga -   www.prologo.com.br 

Tour de France: Cavendish vence mais um sprint 
Cavendish vence mais um sprint e se aproxima do título na classificação por pontos
 
O britânico Mark Cavendish (HTC) não desperdiçou a oportunidade e venceu mais uma etapa neste Tour de France. Ele foi o mais rápido no sprint em Montpellier após 198 km. Tyler Farrar (Garmin-Cervélo) foi o segundo colocado, enquanto Alessandro Petacchi (Lampre) terminou na terceira posição.
O resultado, além de assegurar a 19ª vitória de Cavendish no Tour, também ampliou a vantagem dele sobre os rivais na classificação por pontos. Com 319 pontos, o britânico está à frente de Joaquin Rojas (Movistar) - 282 pontos - e Philippe Gilbert (Omega Pharma), com 248 pontos.
Na classificação geral um dia tranquilo para Thomas Voeckler (Europcar). O francês manteve sua vantagem sobre os irmãos Schleck, Evans, Contador, Basso e Sanchez, e aguarda pela chegada dos Alpes para defender a liderança da competição.
A principal fuga do dia foi protagonizada por Mickaël Delage (FDJ), Niki Terpstra (Quick Step), Anthony Delaplace (Saur-Sojasun), Samuel Dumoulin (Cofidis) e
Mikhail Ignatyev (Katusha). O último sobrevivente do grupo foi Terpstra, que acabou neutralizado a 2.5 km para a meta.
Na sequência, Philippe Gilbert (Omega Pharma) atacou para recolher pontos na disputa pela camisa verde, mas o belga saltou muito cedo e acabou captura pelo pelotão, liderado pela HTC.
Nesta segunda-feira, o segundo e último dia de descanso para os ciclistas, que na terça-feira (19) iniciam a escalada nos Alpes para a definição do campeão do Tour de France 2011.
Classificação etapa1 Mark Cavendish (GBr) HTC-Highroad 4:20:24
2 Tyler Farrar (USA) Team Garmin-Cervelo
3 Alessandro Petacchi (Ita) Lampre - ISD
4 Daniel Oss (Ita) Liquigas-Cannondale
5 Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Movistar Team
6 Ben Swift (GBr) Sky Procycling
7 Gerald Ciolek (Ger) Quickstep Cycling Team
8 Tony Gallopin (Fra) Cofidis, Le Credit En Ligne
9 Francisco José Ventoso Alberdi (Spa) Movistar Team
10 Sébastien Hinault (Fra) AG2R La Mondiale
Classificação geral1 Thomas Voeckler (Fra) Team Europcar 65:24:34
2 Fränk Schleck (Lux) Leopard Trek 0:01:49
3 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:02:06
4 Andy Schleck (Lux) Leopard Trek 0:02:15
5 Ivan Basso (Ita) Liquigas-Cannondale 0:03:16
6 Samuel Sanchez Gonzalez (Spa) Euskaltel-Euskadi 0:03:44
7 Alberto Contador Velasco (Spa) Saxo Bank Sungard 0:04:00
8 Damiano Cunego (Ita) Lampre - ISD 0:04:01
9 Thomas Danielson (USA) Team Garmin-Cervelo 0:05:46
10 Kevin De Weert (Bel) Quickstep Cycling Team 0:06:18

 Por Tadeu Matsunaga-   www,prologo.com.br 

Uso de luvas pode reduzir dormência durante a pedalada 
A dormência nas mãos é um limitante para praticantes de ciclismo competitivo ou amador. Mas estudos mostram que o uso de luvas pode ajudar 
 
foto: raquel loefel - ativo.com
A dormência nas mãos é um limitante para praticantes de ciclismo competitivo ou amador. Alguns aspectos afetam a ocorrência de dormência, como a posição das mãos no guidão e o uso de luvas.
Recentemente, um estudo realizado nos Estados Unidos (Slane,Timmerman et al., in press) avaliou a influência do uso de luvas e da adoção de diferentes posições da mão no guidão sobre a pressão exercida nas mãos de ciclistas. Atenção especial neste estudo foi dada a região hipotenar (borda proximal e medial da palma da mão), na qual estão localizados os ramos do nervo ulnar.
Os autores observaram que o uso de luvas pode reduzir ate 29% a pressão na mão e consequentemente a compressão no nervo ulnar. O tipo de material foi determinante, sendo a luva de espuma mais eficiente do que a luva de gel (~9%) para a redução da pressão na mão.
A posição das mãos no guidão também foi um fator determinante. Quando pedalando com as mãos na parte mais baixa do guidão em posição aerodinâmica (drops), o aumento na pressão nas mãos foi na ordem de 32%, estando associado a um aumento do peso corporal deslocado para os membros superiores (~4%).
A posição que resultou em menor pressão foi quando as mãos foram posicionadas próximas aos freios (hoods), sendo esta 10% menos agressiva para as mãos comparada à posição das mãos na barra horizontal do guidão (Figura 1).

Figura 1. Posição das mãos adotada por Slane e colaboradores (in press).
Independente das reduções na pressão, os autores relatam que a magnitude dos valores de pressão quando projetados para um percurso longo são prejudiciais para a saúde das raízes nervosas. Desta forma, juntamente com o uso de luvas de espuma, a mudança de posição das mãos de forma frequente deve ser adotada para reduzir a pressão nas mãos durante a pedalada.
REFERÊNCIAS
Slane, J., M. Timmerman, et al. The influence of glove and hand position on pressure over the ulnar nerve during cycling. Clinical Biomechanics, v.26, n.6, p.642-648. in press



Por Rodrigo Bini  gepec.brasil@gmail.com