Anônimo, companheiro de Astana abre o jogo; narra a origem e a forma do doping de Contador ...


Não bastasse os boatos envolvendo o nome de Alberto Contador com o doping, as coisas parecem ter complicado ainda mais para o tricampeão do Tour de France. Em entrevista a revista belga “Humo”, um ex-companheiro de Astana expôs detalhes sobre o doping de Contador.

O ciclista explicou de onde e porque do uso de clembuterol, e ressaltou que Contador fez uso de transfusão de sangue ao longo da temporada.

“Ele sofreu uma transfusão depois da Dauphiné Liberé. Na época, o sangue ainda incluía um pouco de clembuterol, relacionado a um tratamento de emagrecimento que ele havia feito.”

“Na Dauphiné Libéré, Contador ainda estava um pouco acima do peso. As pessoas comuns não vêem, mas ele sempre esteve um ou dois quilos acima do ideal. O clembuterol é usado para perder este excesso de peso, enquanto, ao mesmo tempo, cuida para que você não perca massa muscular - ou, faça com que você adquira massa muscular adicional”, emendou o atleta, que explicou como deve ser feito o processo para reduzir as chances de ser flagrado no antidoping. “Você deve usá-lo em combinação com T3 [Triiodotironina]. Trata-se de um hormônio da tiróide, que ajuda na digestão das gorduras. Assim, o efeito é mais rápido do que com uma pequena quantidade de clembuterol. E há menos chances de ser pego.”

O ex-companheiro de Alberto Contador ainda ofereceu detalhes de como teria sido realizada a transfusão. “No período entre a Dauphiné e o Giro, Contador realizou a transfusão - em sacos pequenos, para que os valores não infringissem o passaporte biológico. A remoção ocorreu em uma época em que havia um traço de clembuterol em seu sangue. E este traço seguiu na bolsa, até que mais tarde, constou em seu corpo”

“As transfusões sempre ocorrem. Mas é em pequenas quantidades, no máximo de 150 decilitros. Anteriormente, os corredores na época do Giro usavam duas ou três sacolas de sangue, 400-500 decilitros. Agora, eles não podem por conta d o passaporte biológico e das mudanças bruscas nas taxas de sangue.


Fonte: http://prologo.uol.com.br/

Subida pela frente ...



As pernas começam a tremer quando você está pedalando e de longe avista uma ladeira pela frente? Para acabar com isso, o treinador Alexandre Giglioli, da Run & Fun, preparou uma planilha de 12 semanas para ciclistas que já possuem um nível intermediário de treinamento enfrentarem longas subidas.


SemanaSegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
01
OFF
- 15´ (a) 39
x livre
- 4x 5 km 53
x 17 MO (i=2´
giro leve)
20´ 53
x 21
- 10´ (d) 39 x
livre

OFF
- 15´ (a) 39 x
livre
- 4x subidas
5´ (i= a própria descida)
39 x livre
(manter giro
acima de 70 rpm)
- 20´ no ritmo 53 x
21
- 10´ (d) 39
x livre

OFF

- 1h45´ 39 x
17 LE


- 60 km 39 x
53 x livre
(manter giro entre
80-90 rpm)

Obs.: percurso plano
02
OFF
- 15´ (a) 39
x livre
- 5x 5 km
53 x 17 MO
(i=2´ giro leve)
- 20´ 53 x
21
- 10´ (d) 39
x livre

OFF
- 15´ (a) 39
x livre
- 6x subidas 5´
(i= a própria descida) 39 x
livre (manter giro
acima de 70 rpm)
- 15´ no ritmo
53 x 21
- 10´ (d) 39 x
livre

OFF

- 2h 39 x
17 LE

- 60 km 39 x
53 x livre (manter giro
entre 80-90 rpm)

Obs.: percurso variado
03
OFF
- 15´ (a) 39
x livre
- 3x 8 km 53
x 17 LE (i=3´giro
leve)
- 20´ 39
x 19
- 10´ (d) 39
x livre

OFF
- 15´ (a) 39 x
livre
- 8x subidas 5´
(i= a própria descida)
39 x livre (manter
giro acima de 70 rpm)
- 15´ (d) 39 x livre

OFF

- 1h15´ 39
x 17
- 15´LE

- 70 km 39
x 53 x livre (manter giro
entre 80-90 rpm)

Obs.: percurso variado
04OFF- 30´ 39
x livre
- 30´ 53 x
17 MO
- 30´ 39 x
livre
OFF- 30´ 39
x livre
- 30´ 53
x 17 MO
- 30´ 39
x livre
OFF- 2h 39 x
livre
OFF
05
OFF
- 15´ (a) 39 x livre
- 2 x 10 km 53 x
17 - 15´
progressivo FO
(i= 5´ 39
x livre)
- 20´ 39 x
livre

OFF
- 15´ (a) 39 x livre
- 6x subidas 5´ (i=
a própria descida) 53 x
livre (manter
giro acima
de 70 rpm)
- 20´ 39 x livre
OFF
- 1h45´ 39 x
livre LE
- 60 km 39 x
53 x livre (manter giro
entre 80 e 90
rpm)
Obs.: percurso variado
06
OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 10 x (1´53 x
19 arrancando forte
i=2´ 53 x 21)
- 20´ (d) 39 x livre

OFF

- 15´ (a) 39 x livre
- 30 km 53 x 17
- 19 (manter velocidade
constante)-
15´ (d) 39 x livre

OFF

- 1h30´ 39 x
livre
- 20 km 53 x
21
- 20 km 53 x
15
- 20 km 53 x
21 (manter
giro entre 85
e 95 rpm)
Obs.: percurso plano
07
OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 20 km 53 x
17 (manter
vm = 32 km/h)
- 10´ (d) 39 x livre

OFF
- 15´ (a) 39 x
livre
- 4x subidas 5´
(i= a própria
descida) 53 x livre (manter
giro acima de
70 rpm)
- 4x subidas 5´
(i= a própria descida)
39 x livre (manter
giro acima de 90
rpm)
- 20´ 39 x
livre

OFF

- 1h45´ 39 x
livre

- 20 km 53 x
21
- 20 km 53 x
15 - 19
- 20 km 53 x
21 (manter giro
entre 75 e 95 rpm)

Obs.: percurso variado
08
OFF

- 1h30´ 39 x
livre (manter giro
entre 80
e 90 rpm)

OFF

- 1h30´ 39 x
livre (manter giro
entre 80 e 90 rpm)

OFF

OFF
- 70 km 39 x
53 x livre
(manter giro entre
70 e 90 rpm)
Obs.: percurso variado
09
OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 10x 2 km FO
53 x 17 - 19 (i= 2´
39 x livre)
- 15´ (d) 39 x livre

OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 30 km 53 x
17 - 19 (percurso
variado giro entre
80 e 90 rpm)
- 15´ (d) 39 x livre

OFF

- 1h45´ 39 x
livre

- 80 km 39 x
53 x livre (manter
giro entre 70 e
90 rpm)
10
OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 10x (30´´ 9 x
17 ou 19 - giro acima
de 110 rpm/ 30´´
39 x 21 leve)
- 20 km 53 x 17
- 10´ (d) 39 x
livre

OFF
- 15 (a) 39 x
livre
6x subidas 5´ (i=
o a própria descida)
53 x livre
(manter giro
acima de 70 rpm)
- 6x subidas 1´(i=
a própria descida)
39 x livre (manter
giro acima de 90 rpm)
- 20´ 39 x livre

OFF

- 2h 39 x livre

- 20 km
53 x 21
- 30 km 53 x
15 - 19
- 20 km 53 x
21 (manter giro entre
75 e 95 rpm)

Obs.: percurso variado
11
OFF

- 15´ (a) 39 x
livre
- 3x 10 km 53 x
15 - 17 - 19 (manter
giro
acima de 80 rpm)
i= 5´
- 10´ (d) 39 x livre

OFF
- 15´ (a) 39 x livre
8x subidas 5´ (i=
a própria descida)
53 x livre (manter
giro acima de
70 rpm)
- 4x subidas 1´ (i=
a própria descida) 39 x
livre (manter
giro acima de
90 rpm)
- 20´ 39 x livre

OFF

- 2h 39 x livre

- 25 km 53 x 21
- 30 km 53 x
15 - 19
- 25 km 53 x
21 (manter giro
entre 75 e
95 rpm)

Obs.: percurso variado
12
OFF
- 30´ 39 x
livre
- 30´ 53 x
17 MO
30´ 39 x
livre
OFF- 1h30´ 39 x livreOFFOFF- 90 km 39 x 53
x livre (manter giro
entre 75 e 95 rpm)

Obs.: percurso variado

:: Legenda
Intensidade e freqüência cardíaca
LE = Ritmo leve (70% a 75% FC Máx) 
MO = Ritmo moderado (75% a 85% FC Máx)
FO = Ritmo forte (85% a 90%FC Máx)
MF= Ritmo forte (90% a 95%FC Máx)
(') = duração do intervalo em minutos
i = intervalo
(a) = aquecimento
(d) = volta à calma
Percurso alternado = com subidas

Morandí festeja recomeço de S.J dos Campos

Melhor brasileiro no Tour do Rio, realizado em agosto, Maurício Morandí é um dos principais nomes da equipe de São José dos Campos para a disputa do Tour do Brasil/Volta Ciclística de São Paulo, que acontece a partir do próximo dia 16 de outubro.

Um dos sete remanescentes da antiga equipe Scott, Morandí acredita que o time do Vale do Paraíba atravesse um novo momento dentro da temporada, ainda mais após a chegada de novos patrocinadores e comissão técnica.

“Realmente não foram tempos nada fáceis. Na época fazíamos o trabalho, mas cercados por uma turbulência, uma pressão e uma incógnita sobre o que seria da equipe. Passamos por dificuldades; alguns mais que os outros”, disse.

“Ficamos surpresos e contentes com o desfecho. Já que uma nova equipe surgiu. Tivemos a entrada do Celso Anderson, que possui uma grande vivência no ciclismo. E novos patrocinadores, que nos deram uma nova perspectiva.”

Um acordo entre a Prefeitura de São José dos Campos determinou que as despesas fossem sanadas, começando assim um novo ciclo na cidade do interior paulista. Os atletas que sofreram com atraso de salários, em sua maioria, tiveram um “acordo amigável” com o ex-técnico Carlinhos, que ressarciu os ciclistas através de equipamentos.

“Todos aqueles que resolveram ficar e receberam uma proposta ficaram satisfeitos”, ressaltou Maurício Morandi. Os atletas recebem cerca de 60% do salário da época de Scott. Apesar de mais enxuta, a perspectiva é que o projeto siga na próxima temporada.

Sobre a Volta de São Paulo, o ciclista gaúcho salientou que os problemas recentes interferiram na preparação, porém, está confiante e acredita na possibilidade de vencer alguma etapa e até mesmo lutar por uma boa posição na classificação geral. “Temos o Chamorro que pode brigar pelas vitórias de etapa. Eu vou procurar fazer o melhor e buscar algo no geral, mas estamos cientes que perdemos um pouco na preparação.”

O foco da equipe São José dos Campos está traçado até o final do ano. Além do Tour do Brasil/ Volta Ciclística de São Paulo, o time do Vale do Paraíba estará presente nos Jogos Abertos do Interior e na Copa da República em dezembro.

Amigos, amigos. Negócios à parte

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos atletas fizeram com que muitos deixassem São José dos Campos e buscassem uma nova oportunidade na carreira. Magno Prado, Nilceu dos Santos e Matias Médici acertam com a equipe Funvic/Marcondes Cesar/Gelog/Pindamonhangaba.

Mesmo caminho seguido por Renato Ruiz e Luis Carlos Amorim, o Luizão –(São Caetano) e Tiego Gasparotto, campeão sub 23 (Rio Claro). Dois estrangeiros: o argentino Jorge Giacinti e o russo Andrey Sartasov assinaram com a equipe chilena, que também estará presente na Volta de SP.

Morandi revelou ter conversado com os “gringos” e ex-companheiros de equipe, e disse estar feliz pela decisão dos atletas. “Conversei com eles e tudo está bem. Vamos nos reencontrar, mas agora em equipes diferentes, Faz parte”, emendou o 3º colocado do Tour do Rio, que admitiu ter recebido sondagens de outras equipes e não descarta uma transferência para 2011. “Está tudo em aberto, mas meu foco é ajudar o time e terminar bem a temporada. Depois vamos conversar, no entanto, estou tranqüilo.”

A equipe de São José dos Campos na Volta de São Paulo será composta por: Fabrício Morandi, Mauricio Morandi, Francisco Chamorro, Soelito Gohr, Armando Camargo, Daniel Rogelim, Robson Dias e Wagner Pereira Alves, recém chegado da equipe XPro. 

fonte: http://prologo.uol.com.br