Foto: Shutterstock
Por Tadeu Matsunaga
O ciclismo ou o
tradicional passeio ciclístico aos finais de semana produzem efeitos em
quase todo o corpo humano. Pode ajudar a melhorar a disposição sexual e o
sistema imunológico. A falta de exercício leva a uma perda gradativa de
resistência e força nos ossos. Na verdade, a atividade física é quase a
única possibilidade de desenvolvimento para o esqueleto.
A
bicicleta é um excelente estímulo nesse sentido, já que trabalha o corpo
todo – pernas, troncos e braços – e permite a manutenção de uma
estrutura óssea saudável. Um dos seus efeitos é o fortalecimento da rede
do esqueleto inteiro, das ligações entre os ossos. Também pode levar ao
aumento da massa óssea e a melhores ajustes nas cartilagens e
articulações, influenciando também na musculatura dos tendões e
ligamentos diversos.
O site Transporte Ativo listou uma lista com as vantagens que a bicicleta pode oferecer.
Os benefícios à saúde
- traz benefícios já nos dez primeiros minutos: melhora as articulações
-
O exercício trabalha os músculos do abdômen e torneia as pernas. Em
dois meses, pedalando todo o dia, a força das pernas aumenta, em média,
26%.
- Dentro de certa intensidade (de 65% a 85% da freq. cardíaca
máxima) estimula a queima de gordura de forma eficiente, diminuindo o
risco de lesão nos joelhos, tornozelo ou coluna causados pelo impacto de
uma corrida, por exemplo, em pessoas acima do peso.
- Melhora do sistema imunológico, prevenindo e reduzindo efeitos das doenças
-
Ajuda na prevenção da osteoporose, pois melhora a circulação do sangue,
melhora a musculatura de membros inferiores e otimiza a absorção do
cálcio pelos ossos
- Reduz problemas circulatórios e respiratórios
- Controla a glicemia no sangue (no caso dos diabéticos)
- Melhora a sua disposição. Prática regular da pedalada reduz o estresse, a depressão e a ansiedade
- Ajuda ainda na regularização do sono e, consequentemente, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional
- Acerte os ponteiros com sua bicicleta
10minutos – melhor as articulações
20minutos – reforça o sistema imunitário
30minutos – melhora o nível cardiovascular
40minutos – aumenta a capacidade respiratória
50minutos – acelera o metabolismo
60minutos – promove o controle do peso, antiestresse e bem-estar geral
Foto: Graham Watson
Por Tadeu Matsunaga
Nesta terça-feira (18 de
setembro) um dos maiores ícones do ciclismo mundial celebra seu 41º
aniversário de vida: Lance Armstrong. O norte-americano, nascido no
Texas, somando-se os tempos de Junior, competiu por duas décadas e tem
dois feitos ao longo da vida, o fato de sobreviver a um câncer no
testículo e os sete títulos conquistados no Tour de France, entre 99 e
2005.
Enquanto no ProTour, Armstrong protagonizou duelos
memoráveis com grandes nomes do esporte como o ‘Pirata” Marco Pantani e
Jan Ulrich, no lado pessoal – após sobreviver ao câncer – criou a
Livestrong, que hoje é uma das principais instituições dos Estados
Unidos na luta, arrecadando mais de 325 milhões de dólares apenas com a
venda das tradicionais pulseiras amarelas.
Em 2005, anunciou sua
aposentadoria do esporte. O que já havia sido antecipado antes mesmo de
assegurar sua sétima camisa amarela. Uma despedida em alto nível daquele
que, certamente, já estava entre os maiores não apenas de uma geração,
mas de décadas e décadas no ciclismo.
Retornou em 2009 (o anuncio
foi feito em setembro de 2008), dessa vez pela equipe Astana e se
deparou com um novo rival: o espanhol Alberto Contador. O jogo de egos
era tamanho que o time cazaque se dividiu em duas partes: os
pró-Contador e os pró-Armstrong, o que gerou um desconforto quase que
incontrolável na esquadra. O ataque e título de Contador no Tour fez com
que Lance buscasse alternativas, apesar de terminar em 3º na França
naquele ano.
Ao lado de Johan Bruyneel fundou a RadioShack onde
competiu até o início de 2011. Sem o mesmo brilho dos anos de ouro, mas
com uma personalidade inquestionável – apesar dos inúmeros boatos
ligando seu nome ao doping – Lance abandonou definitivamente a elite no
Tour Down Under, na Austrália, e passou a se dedicar a Livestrong, além
de realizar provas amadoras – a maioria delas voltada para o triathlon,
onde iniciou sua carreira esportiva antes de migrar para o ciclismo.
Triathlon
Armstrong
fez seu retorno ao triathlon no Ironman 70.3 Panamá, em 12 de fevereiro
de 2012. Ele correu na categoria Profissional, terminando com um tempo
de 3h50min55s, ficando na segunda posição. Também competiu em sua terra
natal, no 70.3 do Texas – onde foi sétimo – e em St.Croiz, ficando com a
terceira posição. Mostrando a mesma competitividade dos tempos do
ciclismo, venceu na Flórida e no Hawaii. Quando se preparava para o
Ironman na França, em uma tentativa de se qualificar para o Campeonato
Mundial de Ironman 2012, em Kona (Hawaii ), viu seu nome, mais uma vez,
envolvido com o doping.
USADA e banimento
Em
junho de 2012, a Agência dos Estados Unidos Antidoping (Usada) acusou
Armstrong de maneira oficial por uso de doping, com base com base em
amostras de sangue de 2009 e 2010, e testemunhos de outros ciclistas. A
maioria ex-companheiros de Lance, que negou a todo o momento o uso de
substâncias proibidas – EPO e esteroides, assim como transfusão de
sangue. Essa última desde 1996. Previamente, Lance foi suspenso do
ciclismo e do triathlon.
Em 9 de julho, o norte-americano entrou
com uma ação no tribunal federal em Austin, Texas, contra a USADA, mas
sua ação foi negada pelo juiz local. Na sequência, a USADA confirmou que
seus sete títulos no Tour, entre outros triunfos, estavam caçados até
que provasse sua inocência. Durante o processo, além de ex-companheiros,
médicos ligados a Armstrong também tiveram seus nomes ligados ao
doping: Luis Garcia del Moral , Michele Ferrari e José "Pepe" Marti,
este último foi treinador de Lance.
Armstrong afirmou que USADA
não tinha jurisdição para lhe tomar os títulos na França e que seus
direitos estavam sendo violados, porém com o aval da WADA (Agência
Mundial Antidoping) a situação tornou-se insustentável. E nem mesmo a
UCI (União Ciclística Internacional) se posicionou no caso, sendo
inclusive acusada de compactuar com o norte-americano.
Com um
prazo para apresentar provas em sua defesa, Armstrong, embora
publicamente dizendo ser inocente, decidiu não contestar as acusações
USADA, ficando assim proibidio de competir oficialmente em qualquer
prova de triathlon e ciclismo, ou qualquer outro esporte chefiado pela
WADA. Por fim, a Federação de Ciclismo francês exige o reembolso das
premiações do Tour, que gira em torno de 4 milhões de dólares.