Happy Birthday, Lance!





Foto: Graham Watson
Por Tadeu Matsunaga

Nesta terça-feira (18 de setembro) um dos maiores ícones do ciclismo mundial celebra seu 41º aniversário de vida: Lance Armstrong. O norte-americano, nascido no Texas, somando-se os tempos de Junior, competiu por duas décadas e tem dois feitos ao longo da vida, o fato de sobreviver a um câncer no testículo e os sete títulos conquistados no Tour de France, entre 99 e 2005.

Enquanto no ProTour, Armstrong protagonizou duelos memoráveis com grandes nomes do esporte como o ‘Pirata” Marco Pantani e Jan Ulrich, no lado pessoal – após sobreviver ao câncer – criou a Livestrong, que hoje é uma das principais instituições dos Estados Unidos na luta, arrecadando mais de 325 milhões de dólares apenas com a venda das tradicionais pulseiras amarelas.

Em 2005, anunciou sua aposentadoria do esporte. O que já havia sido antecipado antes mesmo de assegurar sua sétima camisa amarela. Uma despedida em alto nível daquele que, certamente, já estava entre os maiores não apenas de uma geração, mas de décadas e décadas no ciclismo.

Retornou em 2009 (o anuncio foi feito em setembro de 2008), dessa vez pela equipe Astana e se deparou com um novo rival: o espanhol Alberto Contador. O jogo de egos era tamanho que o time cazaque se dividiu em duas partes: os pró-Contador e os pró-Armstrong, o que gerou um desconforto quase que incontrolável na esquadra. O ataque e título de Contador no Tour fez com que Lance buscasse alternativas, apesar de terminar em 3º na França naquele ano.

Ao lado de Johan Bruyneel fundou a RadioShack onde competiu até o início de 2011. Sem o mesmo brilho dos anos de ouro, mas com uma personalidade inquestionável – apesar dos inúmeros boatos ligando seu nome ao doping – Lance abandonou definitivamente a elite no Tour Down Under, na Austrália, e passou a se dedicar a Livestrong, além de realizar provas amadoras – a maioria delas voltada para o triathlon, onde iniciou sua carreira esportiva antes de migrar para o ciclismo.

Triathlon
Armstrong fez seu retorno ao triathlon no Ironman 70.3 Panamá, em 12 de fevereiro de 2012. Ele correu na categoria Profissional, terminando com um tempo de 3h50min55s, ficando na segunda posição. Também competiu em sua terra natal, no 70.3 do Texas – onde foi sétimo – e em St.Croiz, ficando com a terceira posição. Mostrando a mesma competitividade dos tempos do ciclismo, venceu na Flórida e no Hawaii. Quando se preparava para o Ironman na França, em uma tentativa de se qualificar para o Campeonato Mundial de Ironman 2012, em Kona (Hawaii ), viu seu nome, mais uma vez, envolvido com o doping.

USADA e banimento

Em junho de 2012, a Agência dos Estados Unidos Antidoping (Usada) acusou Armstrong de maneira oficial por uso de doping, com base com base em amostras de sangue de 2009 e 2010, e testemunhos de outros ciclistas. A maioria ex-companheiros de Lance, que negou a todo o momento o uso de substâncias proibidas – EPO e esteroides, assim como transfusão de sangue. Essa última desde 1996. Previamente, Lance foi suspenso do ciclismo e do triathlon.

Em 9 de julho, o norte-americano entrou com uma ação no tribunal federal em Austin, Texas, contra a USADA, mas sua ação foi negada pelo juiz local. Na sequência, a USADA confirmou que seus sete títulos no Tour, entre outros triunfos, estavam caçados até que provasse sua inocência. Durante o processo, além de ex-companheiros, médicos ligados a Armstrong também tiveram seus nomes ligados ao doping: Luis Garcia del Moral , Michele Ferrari e José "Pepe" Marti, este último foi treinador de Lance.

Armstrong afirmou que USADA não tinha jurisdição para lhe tomar os títulos na França e que seus direitos estavam sendo violados, porém com o aval da WADA (Agência Mundial Antidoping) a situação tornou-se insustentável. E nem mesmo a UCI (União Ciclística Internacional) se posicionou no caso, sendo inclusive acusada de compactuar com o norte-americano.

Com um prazo para apresentar provas em sua defesa, Armstrong, embora publicamente dizendo ser inocente, decidiu não contestar as acusações USADA, ficando assim proibidio de competir oficialmente em qualquer prova de triathlon e ciclismo, ou qualquer outro esporte chefiado pela WADA. Por fim, a Federação de Ciclismo francês exige o reembolso das premiações do Tour, que gira em torno de 4 milhões de dólares.