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Duelo italiano na Espanha ....


Por Fernando Bittencourt

Após batalharem muito no campeonato italiano de estrada, durante o primeiro semestre da temporada, Vincenzo Nibali (Liquigas-Cannondale) e Michele Scarponi (Lampre-ISD) seguirão duelando pela Vuelta a España com o apoio de suas respectivas equipes.

Scarponi conquistou o segundo lugar, tanto na classificação geral quanto na disputa por pontos, do Giro d’Italia 2011, deixando seu rival italiano na terceira colocação, no entanto, Nibali entra na Vuelta para defender seu título de campeão da prova, conquistado em 2010, juntamente com alguns ciclistas que o acompanharam no Giro, como Eros Capecchi, Alan Marangoni e Valerio Agnoli.

“Vou para a Vuelta com a ambição e a motivação de quem quer ganhar. Tenho recordações maravilhosas do pódio em Madri, e conto com um segredo para vencer a Vuelta: cabeça fria” ponderou Nibali.

“Sabemos que somos muito fortes e que há muita expectativa sobre nós. Nibali tem treinado muito bem em Passo San Pellegrino, com nosso treinador Paolo Slongo e estamos certos de que ele realizará uma excelente prova” disse Mario Scirea, diretor esportivo da equipe.

Além de dar suporte ao atual campeão, a Liquigas-Cannondale também estará de olho em Peter Sagan, que fará sua estreia em grandes voltas. O jovem eslovaco está em excelente forma e buscará realizar boas etapas, principalmente durante a primeira semana de prova

“Sagan está em boa forma, mas não podemos nos esquecer de que ele tem apenas 21 anos de idade e participará de sua primeira prova de grande duração. Ele precisa tomar cuidado, mas não pode ter muita pressão sobre ele, pois sua qualidade pode ser um diferencial para a equipe”, disse Scirea.


Já a Lampre-ISD chega a Vuelta com uma formação semelhante à da Liquigas, com Michele Scarponi como líder da equipe, enquanto Alessandro Petacchi terá sua chance de brilhar no sprints, como foi o caso no Giro.

"Eu tenho treinado bem nas últimas semanas e estou chegando à Vuelta em ótima forma", disse Scarponi. "O objetivo é ter uma boa performance regularmente durante prova, com a ambição de conseguir vitórias de etapa. Então, se as coisas estão indo no caminho certo, vou ver se é possível visar algo maior.”

Petacchi está motivado para a prova. "Eu sempre gostei de disputar a Vuelta a España, espero que eu consiga deixar a minha marca", disse o ciclista. “Se a minha ajuda for necessária ao Scarponi, ficarei muito feliz em me colocar à sua disposição”, afirmou o italiano.


"Alessandro será muito importante para mim, não consigo esquecer como ele é e foi importante, principalmente durante o Giro d’Italia”, retribuiu Scarponi.

As equipes seguem para a Vuelta com a seguinte formação:

Liquigas-Cannondale

Vincenzo Nibali, Peter Sagan, Eros Capecchi, Valerio Agnoli, Damiano Caruso, Francesco Bellotti, Mauro Da Dalto, Alan Marangoni e Dominik Nerz.

Lampre-ISD
Francesco Gavazzi, Marco Marzano, Manuele Mori, Przemyslaw Niemiec, Alessandro Petacchi, Aitor Perez Arrieta, Daniele Righi, Michele Scarponi e Alessandro Spezialetti.

Vuelta a España 2011 – Análise das Etapas ....

Etapa 1 – Benidorm – Benidorm 13,5 km / 20 de agosto
Em 2011 a Vuelta inicia uma semana antes que os anos anteriores, tentando um conflito maior com o Mundial que acontece em setembro.
Tendo a praia de Poniente de Benidorm como cenário, a prova parte com um contrarrelógio por equipes onde, acredito eu, pequenas, muito pequenas, diferenças serão marcadas.


Etapa 2 – La Nucía – Playas de Orihuela 174,0 km / 21 de agosto
Já na segunda etapa teremos uma montanha pontuável (Alto de Relleu, 3a. categoria) onde a chegada será decidida com certeza no sprint e não teremos diferenças entre os favoritos.

Etapa 3 – Petrer – Totana 163,0 km / 22 de agosto
Uma das etapas mais curtas dessa edição, não necessariamente plana, com duas montanhas de 3a. categoria, sendo a última delas a 10Km da chegada. Provavelmente outra etapa decidida no sprint.

Etapa 4 – Baza – Sierra Nevada 170,2 km / 23 de agosto
Nesse dia a corrida começa a ficar cabeluda com uma chegada em subida na Sierra Nevada onde as primeiras diferenças importantes vão aparecer.
Alto de Filabres, 2040 metros de altitude, 1050 metros de desnível, 21Km de extensã

Sierra Nevada, 2112 metros de altitude, 1322 metros de desnível, 23Km de extensão.
 
Imagem meramente ilustrativa para vocês terem uma idéia do frio que faz na Sierra Nevada.
Etapa 5 – Sierra Nevada – Valdepeñas de Jaén 187,0 km / 24 de agosto
Uma saída inédita da Sierra Nevada e uma nova chegada em Valdepeñas de Jaén onde teremos com certeza a vitória de um
Philippe Gilbert
up-hill sprinter já que a apenas 500 metros da chegada onde existe uma parede com 27% de inclinação. Sprinter nenhum vai resistir a isso.


Etapa 6 – Úbeda – Córdoba 193,4 km / 25 de agosto
Depois de dois anos ausente, Córdoba retorna a Vuelta e desta vez com uma partida inédita em Úbeda.
Aparentemente sua altimetria demonstra ser tranquila para os sprinters, mas eles e suas equipes precisarão ficar atentos ao Alto de San Jerónimo, uma montanha de 2a. categoria a apenas 10Km da chegada.

Etapa 7 – Almadén – Talavera de la Reina 182,9 km / 26 de agosto
Outra saída inédita em Almadén (belo nome) que acolhe a prova no Sistema Montanhoso Central. Apesar de não ter montanhas pontuáveis, é uma daquelas conhecidas como “rompe-piernas”, propícias para fugas e vitórias heróicas (embora analisando o trecho final, essa vitória só acontecerá se o pelotão estiver num dia de descanso ativo).

Etapa 8 – Talavera de la Reina – San Lorenzo de El Escorial 177,3 km / 27 de agosto
No primeiro final de semana de prova, chegamos a uma dobradinha de montanha antes do contrarrelógio: começamos com uma etapa que contempla quatro montanhas pontuáveis: Puerto de Mijares (hummm) (1a), San Bartolomé (2a.), Santa Maria de Alameda (2a.) San Lorenzo de El Escorial (3a.) que apresenta uma inclinação em alguns trechos de até 28%. Teremos diferenças, com certeza.

Puerto de Mijares


Etapa 9 – Villacastín – Sierra de Bejar. La Covatilla 183,0 km / 28 de agosto
Pela primeira vez a Villacastín serve de partida para uma etapa da Vuelta que percorrerá 183Km e terá a chegada na estação de esqui de Villacastín.
Estranhamente a etapa começa também com uma subida (isso é raro de se ver) ao Cote de La Croix de Fer, desculpem, ao Alto de La Cruz de Hierro ;) e termina com a exigente escalada a Villacastín que deixará alguns pseudofavoritos com as
sapatilhas
calças na mão.


Etapa 10 – Salamanca – Salamanca 47,0 km / 29 de agosto
Antes do primeiro dia de descanso os especialistas na modalidade individual terão a ÚNICA oportunidade de brilhar nesta edição num percurso relativamente plano.

Etapa 11 – Verín – Estación de Montaña Manzaneda 167,0 km / 31 de agosto
A chegada na estação de esqui de Montaña Manzaneda é inédita e é a primeira das três etapas disputadas na Galícia (Galícia é a terra das galegas?) e serão quatro montanhas pontuáveis: Alto de Fumaces (3a.), Alto da Gonza (2a.), Alto de Ermida (3a.) e Montaña Manzaneda (1a.).

Aqui cabe uma ressalva: embora a altimetria de Montaña Manzaneda divulgada pela organização da prova contemple “somente” 19Km os especialistas do site APM (Altimetrias de Puertos de Montaña) marcaram exatos 30 (trinta!) quilômetros de escalada: http://www.altimetrias.net/aspbk/verPuerto.asp?id=313

Etapa 12 – Ponteareas – Pontevedra 167,3 km / 1o. de setembro
Etapa de descanso ativo e transição entre as duas de montanhas “galegas”. Vai ser decidida no sprint. Ponto.

Etapa 13 – Sarria – Ponferrada 158,2 km / 02 de setembro
Uma etapa complicada e que não deixará os competidores sairem ilesos desse difícil dia pela zona de “Loz Ancares”.
O final não é em subida, mas isso já foi comprovado em outras grandes voltas que nem sempre é necessário para que ocorram etapas memoráveis e que criem diferenças importantes entre os favoritos.
Os competidores iniciam o dia com duas subidas de 3a. categoria (Pico da Peña e Alto de O Lago) em apenas 34Km de prova, seguido dos dois gigantes do dia: Folgueiras de Aigas e Ancares (ambas de 1a. categoria), seguida do Puerto de Lumeras (3a. categoria) a apenas 40Km em predominância de descidas, cruzando também pelo Puerto de Ocero (não pontuável mas que poderia ser classificado de 4a. categoria).
Anotem na agenda: deve ser um dia bem interessante.

Folgueiras de Aigas

Ancares

Etapa 14 – Astorga – La Farrapona. Lagos de Somiedo 175,8 km / 03 de setembro
Um início de etapa que engana (só para quem não entende do assunto e estiver assistindo pela TV o pelotão “passeando”), e a segunda metade começa com uma subida de 2a. categoria (Puerto de la Ventana) e duas de 1a. categoria (Puerto de San Lorenzo e La Farrapona). Vai ser de doer.

San Lorenzo

La Farrapona

Etapa 15 – Avilés – Alto de L’Angliru 142,2 km / 04 de setembro
Giro = Zoncolan
Tour = Alpe d’Huez
Vuelta = Angliru
Embora mais novo, ciclisticamente falando (são apenas 4 passagens), o Angliru que retorna dois anos após sua última aparição, já faz parte da história e da lenda da corrida.
Não tenho dúvidas que o cansaço já vai fazer parte dessa etapa: já são 15 dias de corrida e nos últimos dois dias foram duras etapas de montanha. Dentro do ciclismo moderno, muito provavelmente não teremos nenhum movimento importante entre os principais candidatos à vitória final e é muito mais provável que iremos assistir ataques apenas no terço final da última escalada. Assim tem sido nos últimos anos, com raras exceções (isso é uma redundância: se é exceção, é raro).

Alto de Angliru

Etapa 16 – Villa Romana La Olmeda (Palencia) – Haro 203,6 km / 06 de setembro
Após um dia de descanso, com sangue renovado, etapa plana, de transição. Tudo vai depender da vontade das equipes de sprinters, do contrário é um dia propício para a vitória de uma fuga.

Etapa 17 – Faustino V – Peña Cabarga 211,0 km / 07 de setembro
Segundo os especialistas, é um bom dia para uma escapada: uma escalada de 3a. na primeira metade e uma de 2a. na parte final. Também deve-se ter atenção com a escalada final da Peña Cabarga (quase 7Km a 10% de média com máxima de 18%). Pensando novamente em ciclismo moderno, é esse tipo de etapa que tem trazido mais emoções nos últimos anos.

Peña Cabarga

Etapa 18 – Solares – Noja 174,6 km / 08 de setembro
Etapa exigente, de média montanha, propícia, neste momento da corrida, para uma fuga vitoriosa de um bom rodador que consiga defender-se bem em montanhas não muito exigentes.

Etapa 19 – Noja – Bilbao 158,5 km / 09 de setembro
Vai ser uma etapa com muito mais importância política do que esportiva. O regresso da Vuelta A ESPAÑA ao País Basco já está dando o que falar. Eu só espero que nenhum imbecil cometa alguma idiotice.

Etapa 20 – Bilbao – Vitoria 185,0 km / 10 de setembro
Quatro montanhas pontuáveis, sendo a última delas de 1a. categoria a aproximadamente 50Km da meta, quando a prova vira uma tábua de passar roupa. Difícil que algum sprinter resista até ela, por isso apostaria na vitória da fuga.

Etapa 21 – Circuito del Jarama-RACE – Madrid 95,6 km / 10 de setembro
Tradicionalmente também é uma homenagem ao vencedor da “roja” que após entrar nas ruas de Madrid irá percorrer um circuito urbano. Como é costume na Vuelta, a primeira delas será liderada pela equipe do líder, mas após cruzar a linha, começa a luta pelo sprint.
 

Fonte: Maglia Rosa

Favoritos na Espanha....



Por Fernando Bittencourt

Joaquim Rodriguez (Katusha) chegará a Vuelta a España em grande forma, com a esperança de conquistar um bom resultado na prova. O espanhol venceu recentemente a Volta de Burgos, disputada por alguns atletas que disputarão a Vuelta, tais como Igor Anton (8º colocado) e Denis Menchov (24º colocado).

“Não escondo que estou bem preparado e que vou para vencer. Serão vinte dias de prova e será muito difícil, mas sei que trabalhei o máximo que pude. Estou confiante de que posso ir mais longe do que fui no ano passado, quando obtive o quarto lugar”, declarou o atleta.

Rodriguez era o líder ao final da 16ª etapa, no entanto, perdeu posições no estágio seguinte - de contrarrelógio, vencido por Peter Velits (HTC-Highroad) – e viu suas chances de título ruirem.

“Minha performance de contrarrelógio melhorou, mas isso não significa que eu tenha me tornado um especialista. Tenho treinado muito para melhorar e não espero que minhas atuações na crono sejam desastrosas, como no ano passado. Vou à Vuelta com a vantagem de contar com um grande time, muito bem preparado para a prova, que me deixa otimista e confiante para chegar em Madri tranquilo, sem medos e preocupações, apenas confiante em mim mesmo”.


Geox forte

A GEOX disputará a Vuelta com o que tem de melhor. Denis Menchov, campeão em 2005 e 2007 e Carlos Sastre, campeão do Tour de France de 2008, liderarão a equipe na grande volta espanhola. “Depois do Giro d’Italia, me submeti a uma programação de treinos visando a Vuelta, para chegar à prova o mais bem preparado possível. Esta é uma competição que eu realmente amo e que me possibilitou obter duas grandes vitórias, que me deram muito prestígio. Com certeza irei com a intenção de vencer, apesar das dificuldades, mas acho que a equipe estará bem condicionada, com ótimos ciclistas que poderão realizar um bom desempenho”, disse Menchov.

O espanhol Carlos Sastre, que deve formar uma dupla interessante com Menchov nas altas montanhas, não realizou uma boa performance no Giro, mas melhorou durante a Volta da Áustria e está muito motivado para a prova, a ser realizada em seu país.

“Estou muito feliz com o trabalho realizado nas últimas semanas. A Vuelta é um evento muito importante para mim e me sinto muito bem quanto à minha saúde, o que não ocorreu no primeiro semestre, quando tive uma série de problemas. Acho que este é um grande momento e estamos trabalhando duro para aproveitá-lo”, comentou o campeão do Tour 2008.

Além de Menchov e Sastre, a Geox-TMC também contará com outros bons ciclistas, que têm toda a confiança da equipe. Os gregários da esquadra são Mauricio Ardila, David Blanco, Mathias Brandle, Juan Josè Cobo, David De La Fuente, Fabio Duarte e Dimitry Kozontchuk.

Wiggins pronto para o retorno ...



Por Fernando Bittencourt

Bradley Wiggins voltará a competir pela Sky na Vuelta a España, que começa no próximo sábado (20). Wiggins não participa de nenhuma competição, desde que quebrou a clavícula durante a 7ª etapa do Tour de France. Com um elenco forte, o ciclista chega repleto de expectativas em solo espanhol.

Após a vitória no Critérium du Dauphiné, em junho, o britânico chegou bastante motivado ao Tour, no entanto, contou com a má sorte ao sofrer a queda. Agora, o atleta espera compensar o azar em na Espanha e, para isso, contará com bons escaladores, como Thomas Lofkvist, Xabier Zandio e Dario Cioni.

“Estou focado no meu retorno na Vuelta. Esta é uma corrida que nunca disputei e estou muito ansioso e motivado para poder fazer uma grande estreia. Quero realizar uma boa prova para retribuir o carinho de todos que me apoiaram, desde o acidente sofrido no Tour de France. O apoio que meus fãs me deram foi sensacional e eu gostaria de deixá-los orgulhosos, pois tenho um ótimo time, que pode me ajudar muito e as três semanas de prova prometem ser sensacionais”.

Dave Brailsford, o diretor técnico da Sky, alertou sobre o retorno do líder da equipe. “A volta de Wiggins nos revigorou. Ele tem treinado bem desde sua operação e liderará o time, mas teremos que acompanhá-lo dia após dia, já que a competição é longa e ele não compete há algum tempo”.

Apesar da saída antecipada do ciclista do Tour, a Sky teve um bom aproveitamento no mês de julho, com a vitória de Boasson Hagen em dois estágios da prova. Brailsford espera que a equipe obtenha sucesso semelhante na Vuelta. “A presença de Chris Froome e Ian Stannard representa a força britânica da Sky e os atletas Morris Possoni e Chris Sutton têm impressionado por se saírem bem tanto como escaladores como quanto velocistas.”

A participação da Sky na última Vuelta a España chegou ao fim precocemente, em setembro, quando Txema González (membro da comissão técnica) faleceu, depois de contrair uma infecção bacteriana. A prova passará por Vitoria, cidade natal de González, e Brailsford assume que o fato será bastante comovente para a equipe. “A penúltima etapa terá chegada em Vitoria e será difícil para todos nós. Ele sempre estará em nossos pensamentos, mas este ano servirá para nos conformarmos e pensarmos em nosso futuro.”

A Sky disputará a Vuelta com os seguintes atletas: Bradley Wiggins, Ian Stannard, Chris Froome, Chris Sutton, Morris Possoni, Kurt-Asle Arvesen, Thomas Lofkvist, Xabier Zandio e Dario Cioni.

Mosquera fora da Vuelta...



Por Fernando Bittencourt

A Vacansoleil-DCM desistiu de levar Ezequiel Mosquera para a Vuelta a España. O ciclista, impedido de disputar provas pela União Ciclística Internacional (UCI), por ter sido retirada de seu sangue amostra contendo HES (Amido Hidrixetilo) - substância que teria como função mascarar o consumo de EPO (eritropoietina) -, recorreu à entidade máxima do ciclismo, mas não obteve o sucesso esperado.

A revolta do atleta, que está a mais de um ano sem competir, baseia-se no fato de que a HES não consta na lista de substâncias proibidas aos ciclistas pela entidade, portanto, não haveria motivos oficiais aparentes que expliquem a punição dada a Mosquera.

A Vacansoleil participará da grande volta espanhola - que se iniciará no dia 20 de agosto - com seus nove atletas, dos quais dois farão sua estréia na prova (Martijn Keizer e Pim Ligthart). Os sete atletas restantes, provenientes de seis países distintos, completam a esquadra em solo espanhol.

O técnico Jean Paul van Poppel contará com: Martijn Keizer, Pim Ligthart, Wout Poels (Holanda), Stijn Devolder (Bélgica), Santo Anzà, Matteo Carrara (Itália), Michal Golas (Polônia), Ruslan Pidgorny (Ucrânia) e Sergey Lagutin (Uzbequistão).

Esquenta da Vuelta....

 
Por Fernando Bittencourt

Com a chegada da Vuelta a España, as equipes começam a divulgar suas escalações para a última das grandes voltas de 2011. Dez equipes já confirmaram os nove ciclistas que disputarão o título da grande volta espanhola, enquanto outras devem confirmar durante os próximos dias.

Das equipes confirmadas, vale ressaltar os favoritos ao título, como Vincenzo Nibali, atual campeão da prova, que defenderá o título ao liderar a Liquigas-Cannondale, que não tem realizado uma boa temporada. Fabian Cancellara (Leopard) também apostará em um triunfo para apagar as recentes más atuações. O suíço declarou recentemente que estará bem preparado para a prova e tentará compensar sua atuação apagada no Tour de France.

Van Den Broeck assumirá a liderança da Omega Pharma-Lotto, já que a equipe belga não contará com Philippe Gilbert e Andre Greipel. Bradley Wiggins, por sua vez, tentará repetir as boas atuações demonstradas no Critérium du Dauphiné e no campeonato britânico de estrada. Wiggins venceu as duas provas neste ano e pretende levar a Sky ao degrau mais alto do pódio.

A dúvida sobre a participação de Ezequiel Mosquera (Vacansoleil) ainda não foi sanada pela União Ciclística Internacional (UCI). O atleta, que está vetado de participar de qualquer prova por ter consumido uma substância discriminada pela UCI – apesar de não constar na lista de substâncias proibidas da entidade -, escreveu uma carta destinada à UCI espera por uma resposta para saber se está apto a competir em solo espanhol.

Segue abaixo a lista das equipes confirmadas e pré-selecionadas:


Equipes confirmadas:

AG2R-La Mondiale: Guillaume Bonnafond, Dimitri Champion, Cyril Dessel, Steve Houanard, David LeLay, Lloyd Mondory, Matteo Montaguti, Mathieu Perget e Nicolas Roche.

Andalucía-Caja Granada: Jesús Rosendo, Adrián Palomares, José Luis Roldán, Antonio Cabello Baena, David Bernabeu, Alberto Benítez, Antonio Piedra, José Vicente Toribio e Juan José Lobato.

Cofidis: Rein Taaramae, David Moncoutie, Luis Ángel Maté, Yoan Bagot, Nicolas Edet, Damien Monier, Alexejs Saramontins, Nico Sijmens e Julien Fouchard.

Euskaltel-Euskadi: Igor Antón, Mikel Nieve, Egoi Martínez, Gorka Verdugo, Amets Txurruka, Juanjo Oroz, Iñaki Isasi, Jorge Azanza e Pierre Cazaux.

Leopard-Trek: Fabian Cancellara, Daniele Bennati, Davide Vigano, Jakob Fuglsang, Maxime Monfort, Oliver Zaugg, Robert Wagner, Stuart O'Grady e Thomas Rohregge

Liquigas-Cannondale: Vincenzo Nibali, Peter Sagan, Eros Capecchi, Damiano Caruso, Valerio Agnoli, Mauro Da Dalto, Alan Marangoni, Cameron Wurf e Dominik Nerz.

Omega Pharma-Lotto: Jurgen Van den Broeck, Jan Bakelants, Francis De Greef, Gert Dockx, Adam Hansen, Olivier Kaisen, Sebastian Lang, Vicente Reynes, Jurgen Van de Walle.

Rabobank: Carlos Barredo, Oscar Freire, Juanma Garate y Luis León Sánchez más Matti Breschel, Steven Kruijswijk, Paul Martens, Bauke Mollema e Tom-Jelte Slagter

Skil-Shimano: Marcel Kittel, Johannes Fröhlinger, Simon Geschke, Tom Veelers, Albert Timmer, Koen de Kort, Roy Curvers, Yukihiro Doi e Alexandre Geniez.

Sky: Bradley Wiggins, Kurt-Asle Arvesen, Dario Cioni, Chris Froome, Thomas Lofkvist, Morris Possoni, Ian Stannard, Chris Sutton e Xabier Zandio.


Pré-selecionadas:

Katusha: Joaquim Rodríguez, Joan Horrach, Alberto Losada, Dani Moreno, Vladimir Karpets, Aliaksandr Kuchynski, Luca Paolini, Alexandr Pliuschin, Yuriy Trofimov e Eduard Vorganov.

Lampre-ISD: Michele Scarponi, Alessandro Petacchi, Francesco Gavazzi, Oleksandr Kvachuk, Marco Marzano, Manuele Mori, Przemyslaw Niemiec, Aitor Pérez Arrieta, Daniele Pietropolli, Daniele Righi e Alessandro Spezialetti.

Movistar Team: Marzio Bruseghin, Imanol Erviti, Chente García Acosta, Beñat Intxausti, Vasil Kiryienka, Ignatas Konovalovas, Pablo Lastras, David López, Ángel Madrazo, Sergio Pardilla, Rubén Plaza e Branislau Samoilau.

RadioShack: Janez Brajkovic, Andreas Kloden, Haimar Zubeldia, Markel Irizar, Tiago Machado, Sergio Paulinho e Nelson Oliveira.

Vacansoleil-DCM: Ezequiel Mosquera, Pim Ligthart, Martijn Keizer, Joost Van Leijen, Wouter Poels, Ruslan Pidgornyy, Santo Anza, Stijn Devolder, Gorik Gardeyn, Maxim Belkov, Matteo Carrara, Sergey Lagutin e Michal Golas.

Vuelta na mira de Menchov ...





Por Fernando Bittencourt

Denis Menchov (GEOX) está em Navarra (Espanha) e se prepara para o principal objetivo da temporada: a Vuelta a España. O ciclista não obteve muito êxito durante o Giro d’Italia, mas se sente capaz de repetir os triunfos conquistados em 2005 e 2007, assim como seu companheiro de equipe Carlos Sastre, que tem boas chances de êxito na prova.

Tanto para Menchov como para a GEOX, esta é a hora da verdade. Parte das conquistas previstas para o time espanhol, no início do ano, foram extintas quando a organização do Tour de France não convidou a esquadra para a disputa em solo francês. Menchov, que concluiu o Giro d’Italia na 8ª colocação, idealiza na Vuelta o cenário ideal para reverter a incômoda situação vivida durante esta temporada.

“Estou muito bem para a prova e o calendário deste ano possibilitou que eu pudesse me preparar melhor para a Vuelta”. Esta não tem sido uma temporada normal para o ex-ciclista da Rabobank, que justifica sua atuação abaixo do esperado durante o Giro deste ano enumerando algumas alergias e lesões sofridas anteriormente à prova italiana. “Não estava bem”, recordou.

“Estou preparado fisicamente e psicologicamente e, embora seja difícil, sei que posso vencer. Espero competir da forma desejada em Burgos, para que consiga chegar bem preparado para o meu principal objetivo. Existem muitos candidatos, mas vejo em Nibali e Antón os atletas mais perigosos”, alertou o russo.

Sintonia 100%

Na teoria, o líder russo admite que cumprirá seu contrato com a GEOX, apesar de haver grande interesse da Katusha por seus serviços. O atleta diz sentir-se muito bem no time espanhol, aonde afirma manter uma relação impecável com seu diretor esportivo Joxean Fernández Matxin. ”É uma pessoa muito boa e é muito gratificante trabalhar com ele, uma pessoa aberta e que nos compreende”, elogia Menchov.

“Não existem ordens para definir quem seja o favorito. O que importa é o bem e o êxito do grupo, já que cada um sabe o que deve fazer, respondendo da melhor forma aos obstáculos impostos pela corrida”, finalizou o experiente ciclista, afirmando a inexistência de desentendimentos com Carlos Sastre e a confiança para aumentar seu currículo, que conta com dois títulos da Vueltas e um do Giro.

“Não existem ordens para definir quem seja o favorito. O que importa é o bem e o êxito do grupo, já que cada um sabe o que deve fazer, respondendo da melhor forma aos obstáculos impostos pela corrida”, finalizou o experiente ciclista, afirmando a inexistência de desentendimentos com Carlos Sastre e a confiança para aumentar seu currículo, que conta com dois títulos da Vueltas e um do Giro.

Movistar prepara-se para a Vuelta

Por Fernando Bittencourt

A Movistar começa a definir quem serão seus representantes na Vuelta a España 2011, que se iniciará no próximo dia 20 de agosto, em Benidorm. A principal equipe espanhola inicia seus últimos preparativos, com os doze atletas, dos quais três serão cortados para que seja possível embarcar para a grande volta espanhola com apenas nove integrantes.

Eusebio Unzué, diretor geral da equipe, é a pessoa encarregada de cuidar da lista com os doze ciclistas. O cartola da Movistar analisará a preparação de seu time durante os próximos dias e concluirá quem participará da última das três grandes voltas do calendário internacional.

Os doze pre-selecionados são: Marzio Bruseghin, Imanol Erviti, Chente García Acosta, Beñat Intxausti, Vasil Kiryienka, Ignatas Konovalovas, Pablo Lastras, David López, Ángel Madrazo, Sergio Pardilla, Rubén Plaza e Branislau Samoilau.

A lista definitiva da Movistar para a Vuelta a España 2011 deve ser divulgada depois da realização das três provas que a equipe participará: a Volta da Polônia – que teve início durante o domingo passado (31), em Varsóvia -, a Volta de Burgos e Eneco Tour, que será realizado entre Holanda, Bélgica e Luxemburgo, a partir do dia 8 de agosto.

Vuelta a España 2011 conhece seus participantes ...

Por Fernando Bittencourt

As equipes Andalucia-Caja Granada, Geox-TMC, Cofidis e Skil-Shimano foram as quatro convidadas a participar da Vuelta a España – a ser realizada de 20 de agosto a 11 de setembro. A Unipublic anunciou que o quarteto se unirá às 18 equipes do Pro Tour. Caso ocorra algum imprevisto, impedindo a participação de alguma das 22 equipes relacionadas, a equipe Caja Rural entrará automaticamente para a competição.

A Andalucia-Caja Granada participará da competição por mais um ano, assim como a Cofidis. Bicampeão da prova, o russo Denis Menchov será co-líder da Geox-TMC na prova, ao lado do espanhol Carlos Sastre. A grande novidade da lista fica por conta da equipe holandesa Skil-Shimano, que participará pela primeira vez da Vuelta, após participar do Tour de France em 2009.

Comunicado da Unipublic:

A Direção Geral comunica que as equipes já foram definidas para participar da edição 2011 da Vuelta a España 2011. A prova terá início em Benidorm, em etapa de contrarrelógio por equipes.

2011 UCI ProTeams:

AG2R LA MONDIALE (FRA)
BMC RACING TEAM (USA)
EUSKALTEL-EUSKADI (ESP)
HTC-HIGHROAD (USA)
KATUSHA TEAM (RUS)
LAMPRE - ISD (ITA)
LEOPARD TREK (LUX)
LIQUIGAS-CANNONDALE (ITA)
MOVISTAR TEAM (ESP)
OMEGA PHARMA-LOTTO (BEL)
PRO TEAM ASTANA (CAZ)
QUICKSTEP CYCLING TEAM (BEL)
RABOBANK CYCLING TEAM (HOL)
SAXO BANK SUNGARD (DIN)
SKY PROCYCLING (ING)
TEAM GARMIN-CERVELO (USA)
TEAM RADIOSHACK (USA)
VACANSOLEIL-DCM PRO CYCLING TEAM (HOL)

Além destas equipes, a Vuelta contará com as quatro convidadas já citadas:

ANDALUCIA CAJA GRANADA (ESP)
GEOX-TMC (ESP)
COFIDIS, LE CREDIT EN LIGNE (FRA)
SKIL - SHIMANO (HOL)

Vale lembrar que a Unipublic possui o direito de modificar esta lista. Caso haja algum problema quanto a falta de ética dos atletas, a organização pode substituir alguma equipe.

Se isso ocorrer ou se alguma das equipes mencionadas não puder participar da competição e tiver de ser substituída, a equipe relacionada para se juntar à competição é a Caja-Rural (ESP).

Vuelta a España ...



Por Tadeu Matsunaga

Nesta quarta-feira, os organizadores da Vuelta a España anunciaram o percurso da 66ª edição da competição, que acontece entre os dias 20 de agosto e 11 de setembro, e terá características parecidas com a da última edição, vencida pelo italiano Vincenzo Nibali.

Serão muitas etapas de montanha e apenas um contrarrelógio individual e uma crono por equipes. Na edição deste ano, não haverá etapas na Bola do Mundo e em Cotobello – marcas registradas da prova-, entretanto, as novas montanhas de Manzaneda e Farragona prometem dificultar a vida dos atletas.

No total, seis etapas acabam em subida: Sierra Nevada, Covatilla, Manzaneda, Farragona, Angliru e Peña Cabarga. Além dos encerramentos em Valdepeñas de Jaén e El Escorial , com subidas menos íngremes.As médias montanhas também podem reservar surpresas, principalmente nas regiões de Córdoba, Ponferrada, Noja e Bilbao.

Entre as novidades, a passagem da Vuelta a España pelo país basco, além da presença do mítico Angliru.

O contrarrelógio por equipes abre a competição no dia 20 de agosto, com um percurso de 16 km em Benidorm. No dia 11 de setembro, o grande campeão vestirá a camisa vermelha “roja” após percorrer 94 km no circuito de Jarama-Race – Madri.

Confira as etapas da Vuelta 2011

Etapa 1: Benidorm - Benidorm 16 kms. Crono por equipos
Etapa 2: La Nucía - Playas Orihuela, 171,5 kms.
Etapa 3: Petrer - Totana, 164 kms.
Etapa 4: Baza - Sierra Nevada, 172 kms.
Etapa 5: Sierra Nevada - Valdepeñas de Jaén, 200 kms.
Etapa 6: Úbeda - Córdoba, 185,7 kms.
Etapa 7: Almadén - Talavera de la Reina, 185 kms.
Etapa 8: Talavera de la Reina - San Lorenzo de El Escorial, 182 kms.
Etapa 9: Villacastín - Sierra de Béjar (La Covatilla), 179,5 kms.
Etapa 10: Salamanca - Salamanca cri, 40 kms. Crono individual
Descanso 30 agosto
Etapa 11: Verín - Estación de Montaña Manzaneda, 171 kms.
Etapa 12: Ponteareas - Pontevedra, 160 kms.
Etapa 13: Sarria - Ponferrada, 150 kms.
Etapa 14: Astorga - La Farrapona (Lagos de Somiedo), 173,2 kms.
Etapa 15: Avilés - Alto de L'Anglirú, 144 kms.
Descanso 5 septiembre
Etapa 16: Villa Romana La Olmeda (Palencia) - Haro, 180 kms.
Etapa 17: Faustino V (Oyón) - Peña Cabarga, 212,5 kms.
Etapa 18: Solares - Noja, 169,7 kms.
Etapa 19: Noja - Bilbao, 157,9 kms.
Etapa 20: Bilbao - Vitoria, 187 kms.
Etapa 21: Circuito de Jarama-Race - Madrid, 94 kms.