Não existem estatísticas sobre o roubo de bicicletas em Campinas (SP),
mas quem participa ativamente de grupos de ciclismo na cidade confirma
que os casos deste tipo de crime aumentaram. Mulheres mais velhas ou que
pedalam sozinhas são os alvos preferidos dos ladrões. "Eles ficam
esperando e observando os ciclistas, de longe. Quando escolhem o alvo,
normalmente abordam os ciclistas com facas e com carros de apoio para
levar a bicicleta", explica o empresário Vagner Santos, organizador de
um grupo de ciclistas da cidade.
Para evitar os assaltos, muitas pessoas adotaram algumas medidas de
segurança, como andar em grupos e também usar rádio-comunicadores. Mesmo
assim, em alguns casos, os assaltantes usam estratégias inusitadas para
abordar os ciclistas. A personal trainer Elaine Pereira e outros três
colegas se distanciaram um dia do grupo em agosto do ano passado quando
participavam de um passeio em uma estrada de terra, próxima à Rodovia
Dom Pedro I, e pararam para ajudar uma pessoa em uma trilha que parecia
ter sido atropelada. Na verdade, era uma enboscada e os ciclistas foram
assaltados. Três homens armados abordaram o grupo e levaram celulares,
as bicicletas, capacetes e outros objetos.
Preocupados com os casos de roubo, os três principais clubes de
ciclismo de Campinas se uniram para buscar estratégias que ajudem a
prevenir os assaltos na cidade. Algumas propostas já foram apresentadas
às autoridades policiais. "O objetivo é somar forças com os ciclistas e
polícia para identificarmos onde estão ocorrendo os roubos e também onde
as bicicletas apreendidas posteriormente são levadas. O boletim de
ocorrência é um registro oficial e vai ajudar a dar a dimensão dos casos
de roubos. Ele é essencial", explica o bancário Eduardo Gomes e
organizador do grupo de ciclistas Domingueiras.
As lojas que vendem bicicletas, peças e acessórios também precisaram
reforçar a segurança. Em uma delas, o proprietário chegou a gastar R$ 15
mil em alarmes, cerca elétrica nos telhados e circuito de monitoramento
de TV. Os equipamentos instalados em outra loja da cidade não impediram
que ladrões levassem quase R$ 50 mil em dois furtos no período de dois
meses.
Seguro
Para amenizar os prejuízos, muitos ciclistas contratam um seguro em caso de roubo ou furto, como os de carros. Com modelos de bicicletas que custam de R$ 200 a R$ 40 mil, muitas pessoas não se arriscam a pedalar sem esta proteção. Os modelos mais esportivos, com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, o valor do seguro custa em média R$ 350 a R$ 1,2 mil por ano para cobertura contra roubo e furto enquanto o dono pedala ou transporta a bicicleta. O contrato também prevê ressarcimento de danos no caso de acidente.
Para amenizar os prejuízos, muitos ciclistas contratam um seguro em caso de roubo ou furto, como os de carros. Com modelos de bicicletas que custam de R$ 200 a R$ 40 mil, muitas pessoas não se arriscam a pedalar sem esta proteção. Os modelos mais esportivos, com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, o valor do seguro custa em média R$ 350 a R$ 1,2 mil por ano para cobertura contra roubo e furto enquanto o dono pedala ou transporta a bicicleta. O contrato também prevê ressarcimento de danos no caso de acidente.
Ajuda virtualQuem já teve a bicicleta roubada pode procurar ajuda em um cadastro nacional de casos de assaltos deste tipo. O Bicicletas Roubadas,
criado em 2001, já registrou mais de mil casos de roubo. Quase metade
deles ocorreram no estado de São Paulo. As vítimas podem se cadastrar e
colocar todas as informações sobre a bicicleta, inclusive fotos. Além
disso, é possível indicar no mapa onde o crime ocorreu. Os dados ficam
expostos na página na internet e também são enviados para mais de 200
lojas em todo o Brasil. Assim é possível evitar que as peças sejam
revendidas e ainda mapear os locais com mais casos de roubos.
Informações completas: http://g1.globo.com/