Giro d’Italia 2012 – Etapas ....

5 de maio, estágio 1: Herning 8.7km
Um prólogo curtinho (isso é uma redundância, um prólogo é sempre curto) e plano na cidade de Bjarne Rijs e o centro econômico da Dinamarca (a maior concentração de milionários por metro quadrado do país). Especialistas em contrarrelógios curtos ou sprints longos vão arrecadar seus primeiros euros, embora, muito provavelmente, quem sair dessa etapa vestido de rosa não chegará em Milão com essa camisa.




6 de maio, estágio 2: Herning 206km
Etapa plana, para as primeiras volatas.


7 de maio, estágio 3: Horsens 190km
Outra etapa para outra volata. No final teremos 3 voltas no circuito da chegada com aproximadamente 13Km. Emoção para o público e remotas chances de fuga.


8 de maio: folga e deslocamento para a Itália

9 de maio, estágio 4: Verona 32.2km (cronosquadra)
O normal. As grandonas devem abrir alguns segundos dos times mais fracos, começando a complicar para alguns escaladores tipo Rujano, Serpa, Pozzovivo e, porquê não dizer, o próprio defensor do título, Scarponi (sua equipe é ruim de doer nessa especialidade).


10 de maio, estágio 5: Modena – Fano 199km
Etapa plana, em linha reta. Cuidado para não pegar no sono. Pequenas inclinações a 40Km da meta não devem produzir grandes estragos. Volata.


11 de maio, estágio 6: Urbino – Porto Sant’Elpidio 207km
As primeiras colinas começam a aparecer. São 3 montanhas de 3ª. Categoria e 1 de 2ª. Etapa propicia para fugas.


12 de maio, estágio 7: Recanati – Rocca di Cambio 202km
Rocca di Cambio é uma estação de esqui no sul italiano. Essa será a primeira etapa em subida (2ª. Categoria, 19Km a 3,5% de média e 10% de máxima). Aqui veremos os primeiros ataques importantes e o início do fim para muitos.


13 de maio, estágio 8: Sulmona – Lago Laceno 229km
A prova continua rumo ao sul, mais ou menos pela altura de Nápoles. Uma etapa de sobes e desces, com duas ascenções interessantes nos 70Kms finais de prova, iniciando no Km 152 até o 197, uma descida rápida e uma nova subida iniciando no Km 214 (2ª. Categoria, 10Km a 5,9% de média e 12% de máxima). Uma escapada mal controlada no início de prova e o estrago está feito.


14 de maio, estágio 9: San Giorgio nel Sannio – Frosinone 171km
Ainda rumo ao sul numa etapa típica da Tirreno-Adriático. “Semi-plana”, com uma provável chegada em volata.

15 de maio, estágio 10: Civitavecchia – Assisi 187km
Etapa de média (ou pequena) montanha. Ótima para aventureiros e equipes em busca de destaque na televisão.

 
16 de maio, estágio 11: Assisi – Montecatini Terme 243km
Etapa para sprinters. Basta dizer que Cipollini venceu aqui em 2003.


17 de maio, estágio 12: Seravezza – Sestri Levante 157km
Etapa de média montanha com 3 subidas de 3a. categoria e 1 de 2a. Como é o primeiro contato com as escaladas, presumo que os favoritos ainda vão ficar escondidos e os protagonistas não serão exatamente os candidatos à vitória final.


18 de maio, estágio 13: Savona – Cervere 121km
Etapa que pode vir a terminar em sprint, tudo depende da fome dos especialistas na primeira parte da prova, toda ela em subida. Particularmente penso que, mesmo uma fuga importante nessa fase pode ser anulada pelo perfil dos 3/4 finais.


19 de maio, estágio 14: Cherasco – Cervinia 205km
Finalmente as montanhas! Dois colossos alpinos, quase na Suíça, num ambiente familiar aqueles que estudam estratégias militares da 2a. Guerra Mundial.
Col de Joux, iniciando aproximadamente a 70Km da chegada, com 22Km de extensão, 5,6% de média e 12% de pendência máxima, altitude de 1640 metros.
Cervinia, iniciando a aproximadamente 27Km da meta, sendo essa sua extensão, média de 5,5% e máxima de 12% de pendência, altitude 2001 metros.


20 de maio, estágio 15: Busto Arsizio – Lecco/Pian dei Resinelli 172km
Não são os Alpes, tampouco os Pirineus, mas são montanhas que frequentam o Giro di Lombardia. Uma primeira metade tranquila e plana antecede  5 montanhas na sequência (4 pontuáveis) que devem mudar de modo interessante a classificação geral da prova.
Valico di Valcava, 11,6Km de extensão, 8,1% de média, 17% de pendência máxima, 1340 metros de altitude, 1a. Categoria.
Forcella di Bura, 10,9Km de extensão, 4,3% de média, 12% de pendência máxima, 884 metros de altitude, 3a. Categoria.
Culmine di San Pietro, 9,8Km de extensão, 5,2% de média, 12% de pendência máxima, 1254 metros de altitude, 2a. Categoria.
Pian de Resinelli, chegada, 7,8Km de extensão, 7,8% de média, 12% de pendência máxima, 1280 metros de altitude, 2a. Categoria.


22 de maio, estágio 16: Limone sul Garda – Falzes/Pfalzen 174km
Etapa de transição, sempre em subida. Afetará a classificação geral? Tudo depende da situação de prova até esse momento.


23 de maio, estágio 17: Falzes/Pfalzen – Cortina d’Ampezzo 187km
Olá Dolomitas!
Reparem que a etapa não termina em subida, mas vamos recordar de anos passados: algumas das melhores etapas apresentavam esse tipo de perfil, possibilitando que uma estratégia bem feita nos surpreenda os figurões.
Passo Valparola, 14,1Km de extensão, 5,5% de média, 13% de inclinação média, 2197 metros de altitude, 2a. Categoria.
Passo Duran, 12,2Km de extensão, 8,1% de média, 14% de inclinação média, 1601 metros de altitude, 1a. Categoria.
F.Lla Staulanza, 12,3Km de extensão, 6,9% de média, 11% de pendência média, 1766 metros de altitude, 2a. Categoria.
Passo Giau, 9,9Km de extensão, 9,3% de média, 14% de pendência máxima, 2236 metros de altitude, 1a. Categoria.


24 de maio, estágio 18: San Vito di Cadore – Vedelago 139km
Etapa de transição, propícia para sprinters.


25 de maio, estágio 19: Treviso – Alpe di Pampeago 197km
Chegamos na reta final da prova com duas etapas de alta montanha na sequência, passando por lugares míticos e subidas absolutamente fantásticas.
Nessa etapa teremos uma dupla passagem pelo Alpe di Pampeago, ao quilômetro 146 e 191 (na chegada).
Meu palpite: na sexta feira não teremos mudanças drásticas e os ataques de verdade acontecem no sábado.
Sela di Roa, 7,0Km de extensão, pendência média 6,6%, máxima 11%, 908 metros de altitude, 3a. Categoria.
Passo Manghen, 20,5Km de extensão, pendência média 7,4%, máxima 15%, 2047 metros de altitude, 1a. Categoria.
Alpe di Pampeago, 7,7Km de extensão, pendência média 9,8%, máxima 16%, 2006 metros de altitude, 1a. Categoria.
Passo Lavazé, 6,3Km de extensão, pendência média 8,6%, máxima 13%, 1818 metros de altitude, 2a. Categoria.
Alpe di Pampeago, 7,7Km de extensão, pendência média 9,8%, máxima 16%, 2006 metros de altitude, 1a. Categoria.


26 de maio, estágio 20: Caldes/Val di Sole – Passo dello Stelvio 218km
Chegada no Stelvio. Sem mais comentários.
Passo del Tonale, 15,1Km de extensão, média 6,1%, máxima 8% de pendência, 1883 metros de altitude, 2a. Categoria.
Aprica, 15,9Km de extensão, média 3,1%, máxima 9% de pendência, 1173 metros de altitude, 3a. Categoria.
Teglio, 5,9Km de extensão, média 8%, máxima 15% de pendência, 851 metros de altitude, 3a. Categoria.
Mortirolo, 11,4Km de extensão, média 10,5%, máxima 22% de pendência máxima!!!!!!, 1718 metros de altitude, 1a. Categoria.
Passo Dello Stelvio, 22,4Km de extensão, média 6,9%, 12% de pendência máxima, 2757 metros de altitude (Cima Coppi), 1a. Categoria.


27 de maio, estágio 21: Milan 31.5km
Etapa para um escalador perder a prova.




Fonte: http://www.magliarosa.com.br/