Por Tadeu Matsunaga
A polêmica envolvendo -
mais uma vez - o italiano Riccardo Riccò foi o assunto do dia no pelotão
mundial. Riccò foi criticado duramente pelos ciclistas no Tour do
Qatar.
O suiço Fabian Cancellara, da Leopard Trek, não poupou o
italiano. “Riccardo faz com que novamente o ciclismo seja sinônimo de
dopoing. Isso é terrível pro nosso esporte”, afirmou.
Já o
compatriota e campeão nacional de estrada Giovanni Visconti (Farnese
Vini) mostrou profunda decepção com a situação. "Como dizem, existe
limite para tudo. E, ao que parece, Riccò ultrapassou todos eles."
Paolo
Bettini, técnico da seleção italiana, também não poupou críticas a
Riccardo Riccò, além de lembrar do ex-treinador do ciclista, Aldo Sassi.
“Sempre
estou ao lado dos ciclistas e acho que eles merecem a oportunidade de
crescer depois de erros. Porém, o que fez Riccò foi muito grave: ele
colocou sua própria vida em risco e ainda ofendeu a família de Aldo
Sassi”.
O presidente da Federação de Ciclismo, Renato di Rocco,
não escondeu sua frustração e pediu para o ciclista abandonar o esporte.
“Pelo seu bem, pelo bem da sua família e pelo bem do nosso esporte é
melhor ele deixar o ciclismo”.
Riccò nega autotransfusão
Nesta
quarta-feira, Riccardo Riccò negou ter realizado uma autotransfusão em
sua casa, partindo na contramão do que disse o médico do hospital de
Pavullo. Na ocasião, ele afirmou que Riccò assumiu ter realizado o
procedimento.
Riccò segue internado hospital de Baggiovara
(Módena), onde encontrasse em observação desde o último domingo. O
ciclista foi internado em estado crítico, com insuficiência renal e
febre alta, mas seu quadro é estável.