Maior prova amadora por etapas do mundo tem 450 inscritos nas primeiras horas

Hate Route 2011





A segunda edição da Haute Route será realizada somente agosto do ano que vem, mas já conta com um número recorde de participantes. O organizador da prova por etapas para amadores, a ser disputada em meio aos Alpes, já anunciou a marca de 450 ciclistas inscritos nas primeiras oito horas de inscrição.

“Este número é fantástico e remete a uma aceitação fenomenal dos ciclistas de todo o mundo. Depois da primeira edição, a prova obteve a reputação de “a mais cansativa das provas amadoras”, porém, também obteve igual procura por parte dos ciclistas”, disse a organização da prova em um comunicado oficial, divulgado em seu site.

A edição inaugural da prova ocorreu de percorreu de Genebra, na Suíça, a Nice, na França, por 730 quilômetros. A disputa subiu cerca de 17 mil metros em seu total, percorrendo 15 lendárias montanhas, tais como a Colombière, o Galibier Telegraphe, Izoard e Bonette, por aproximadamente 300 ciclistas.

"Nós gostaríamos de redesenhar o percurso para renovar os interesses dos ciclistas e para integrar os ciclistas profissionais com os amadores e atrair atletas famosos”, disse Rémi Duchemin, um dos organizadores da prova, sobre o novo percurso que será percorrido entre os dias 19 e 25 de agosto e contará com 19 subidas, a serem escaladas em sete dias, tais como Madeleine, Glandon, Izoard, Bonette e Alpe d'Huez. A disputa irá começar mais uma vez em Genebra e terminará em Nice, no entanto, desta vez terá 21.000 metros de subida e 780 quilômetros de viagem.

Há rankings por equipe e individual de cada dia. Se você entra em um time, você pode ter de 3 a 9 ciclistas dentro dele e o nono ciclista a se inscrever tem o direito de não pagar a inscrição da prova, em vez de pagar os € 1.200 de entrada, que equivalem, aproximadamente, R$ 2.700.


Haute Route 2012

1ª Etapa: Domingo: 19 de Agosto: Gênova - Megève (120km, 2700m+)
2ª Etapa: Segunda-feira: 20 de Agosto: Megève - Courchevel (105km, 2700 m+)
3ª Etapa: Terça-feira 21 de Agosto: Courchevel - Alpe d'Huez (136km, 4700 m+)
4ª Etapa: Quarta-feira 22 de Agosto: Alpe d'Huez - Contrarrelógios (14km, 1000 m+)
5ª Etapa: Quinta-feira 23 de Agosto: Alpe d'Huez - Risoul (136km, 3700 m+)
6ª Etapa: Sexta-feira 24 de Agosto: Risoul - Auron (98km, 3200 m+)
7ª Etapa: Sábado 25 de Agosto: Auron - Nice (171km, 2900 m+)



Por Fernando Bittencourt

15ª edição da prova ocorreu em percurso inédito, mais curto e técnico


MTB 12 Horas

A 15ª edição do MTB 12 Horas foi realizada neste final de semana (26 e 27) em um percurso mais curto que o usual (5 km) e técnico, no Parque Ecológico de Piedade. O trajeto contou com sua maior parte em single track - faixa estreita de trilha para apenas uma bicicleta - e contava com diversas subidas curtas, porém exigentes e em sequência. Assim, não apenas a técnica foi altamente exigida, mas também a resistência e o preparo físico dos participantes.

O atleta Cleiton Ferreira Santos, da equipe Lar Nossa Senhora Aparecida, confirmou seu favoritismo e sagrou-se bicampeão do prêmio especial de corredor do MTB 12 Horas, sob um sol forte e muito calor, que exigiram muito dos competidores que largaram. Bruno Bizinoto, por sua vez, venceu a geral da Categoria Solo. O atleta de Belo Horizonte, completou 26 voltas - a mesma quantidade do segundo colocado Antônio Fabio Ayres e também do terceiro, Ernesto Chanes Filho, ambos nativos de Piedade – e concluiu a prova exausto, sem ao menos voltar para sua barraca e pedalou direto para seu hotel.

Pelo feminino, vitória pela segunda vez da ciclista Manuela Vilaseca, do Rio de Janeiro, com 21 voltas completadas no circuito, em 12 horas de prova (a atleta venceu a prova em 2008). Na geral da prova a equipe do Lar Nossa Senhora Aparecida de São Paulo, formada por Cleiton Ferreira dos Santos, Luiz Henrique Cocuzzi, Juliano Cocuzzi e Wendler Andrade foi a grande vencedora com 34 voltas.

Divididos em atletas solo, equipes – mistas e masculinas – de quatro e duplas, o pelotão seguiu o já tradicional script do MTB 12 Horas: quem largou foi obrigado a permanecer no circuito até o final da primeira hora de prova, quando então foram liberadas as trocas entre atletas das equipes e duplas. A chuva que caiu no final da tarde aliviou o calor, mas representou o teste final e decisivo para os atletas e também para as bicicletas.

A terra virou barro e passou a exigir muito mais da técnica dos participantes e da resistência dos participantes. Ao retornar do circuito, todos chegavam cobertos de lama dos pés à cabeça, mas mesmo assim, muitos se revelaram empolgados e determinados em prosseguir no desafio até o final, incentivando seus colegas e gritando o nome de suas equipes na área de transição. A competição prosseguiu sem acidentes e, assim que escureceu, os ciclistas acenderam seus faróis para encararem a trilha com segurança.

A chuva aliviou em alguns momentos, mas não deu trégua. Com o avanço das horas, as condições extremas do circuito cobravam seu preço e alguns ciclistas chegavam empurrando suas bicicletas avariadas pelo barro, com correntes quebradas e freios sem funcionamento, problemas mais vistos na decorrência da prova.

Devido às dificuldades do circuito, poucos se arriscaram em abrir uma nova volta após as 23h30, uma vez que, quem cruzasse alinha de chegada após a meia-noite teria esta última volta anulada. Pontualmente à meia-noite, a cronometragem encerrou a prova e todos se reuniram na praça principal para acompanhar a chegada dos competidores, que recebiam a bandeirada da organização e o aplauso dos colegas de equipe e do público. Todos ganharam uma medalha de participação.




Por Fernando Bittencourt