Andriato: "Podemos lutar pelo ouro no Pan"
Por Tadeu Matsunaga
Responsável pelo final do jejum dos brasileiros no Tour do Rio, depois de vencer a 2ª etapa da competição neste ano, o brasileiro Rafael Andriato (Petroli Firenze) teve uma performance acima das expectativas.
Um dos responsáveis pela presença dos italianos em território nacional, Andriato vestiu a camisa verde e figurou entre os primeiros no geral – mesmo que de maneira provisória - e subiu as montanhas da serra de Teresópolis junto com os colombianos da EPM-Une na 3ª etapa.
“Saio do Tour do Rio muito contente pelo meu desempenho e da minha equipe. Conquistamos o que prevíamos. Viemos com o objetivo de ganhar uma etapa e ganhei a 2ª etapa, fiz o segundo lugar na 1ª etapa. Na 3ª etapa consegui me manter entre os melhores na serra de Teresópolis e cheguei a 4ª etapa entre os melhores no geral e tentei manter a posição, mas não sou montanheiro e não dá pra fazer milagre. Tive um dia difícil, minha equipe não conseguiu me ajudar muito e acabei saindo da classificação geral. Mas nada disso é negativo, muito pelo contrário. Não viemos com esse objetivo, mas sim para lutar pelas etapas.”
Em relação à última etapa, vencida pelo norte-americano Eric Schildge (Jamis Sutter), Andriato já previa uma etapa com possibilidades de fuga. “Como a equipe colombiana estava com o titulo garantido eles não tinham a intenção de manter a etapa neutralizada. Sabendo desse risco, conseguimos colocar o Mirko Tedeschi na fuga e ele conseguiu o terceiro lugar, que foi um ótimo resultado porque o ritmo foi muito forte. E depois no sprint, a minha equipe junto com a Trevigiani armou na frente do pelotão, e o Fortin ficou em sexto e eu em sétimo", lembrou o ciclista de 23 anos
Com passagem de volta para a Itália marcada para está segunda-feira (1), Rafael Andriato confirmou que tem como objetivo fazer um bom final de temporada visando o Mundial, em setembro, e o Pan-Americano de Guadalajara, no México.
“O circuito dos Jogos Pan-Americanos, até onde eu sei, não é muito duro. É um percurso que favorece atletas como eu e o Murilo Fischer, que nos defendemos bem nas montanhas e temos a especialidade do sprint. Mas é uma prova complicada, porque não largamos com 130 ou 150 atletas como aqui ou em outras competições. São 60 ou 70 atletas, três, quatro atletas por país, então se torna uma prova de guerra do início ao fim. São 160 quilômetros, com ataque e contra-ataque a prova inteira.”
“Neste ano, podemos ir com uma equipe muito forte. Em 2007, no Rio, o Brasil conquistou a medalha de bronze com o Luciano Pagliarini. Acho que este ano podemos estar lá (Pan-Americano) pensando na medalha de ouro", encerrou.